· Assuntos:
1. Jesus
revela aos seus discípulos que alguns deles iriam estar vivos quando o Reino de
Deus se manifestasse na terra. Até ali a Reino de Deus ainda não se tinha
manifestado, porque Jesus ainda não tinha morrido, ressuscitado, acendido aos
céus e enviado o Espírito Santo, para que o poder do Reino de Deus se
manifestasse. Esse acontecimento deu-se no dia de Pentecostes, quando os
discípulos foram cheios do Espírito Santo.
2. Jesus
transfigurou-se perante Pedro, Tiago e João, e mostrou-lhes a Sua glória como
Filho de Deus. Apareceram Elias e Moisés que falavam com Jesus e logo depois,
desceu uma nuvem e Deus Pai falou da nuvem, dizendo que Jesus era o seu Filho e
que deviam ouvi-Lo. Quando a nuvem dispersou-se ficou lá só Jesus. O
significado daquilo tudo era a diferença entre Jesus, Elias e Moisés, pois
Jesus não era apenas um profeta como Elias e Moisés, mas era o Filho de Deus,
confirmado diante dos discípulos, transfigurando-Se e libertando a Sua glória,
e também confirmado pela voz do próprio Deus que saiu da nuvem. E então, daí
por diante, já não se deveria ouvir a Elias, nem a Moisés, mas só a Jesus.
3. Jesus
esclareceu que Elias já tinha vindo, cumprindo as escrituras e que agora
cabia-Lhe, a Ele, padecer, ser humilhado e desprezado, até à morte, e ressuscitar
dos mortos, como também estava escrito acerca Dele.
4. Jesus
repreendeu a incredulidade dos Seus discípulos por não conseguirem expulsar o
espírito imundo de um menino. Então o pai do menino pediu a Jesus para expular
o espírito imundo do filho dele, mas Jesus notou que ele tinha dúvida através
das suas palavras e declarou-lhe que tudo era possível ao que crê (neste caso
no poder do próprio Jesus de expulsar demónios), ao que o pai do menino
respondeu com sinceridade dizendo que cria, mas que Jesus lhe ajudasse na sua
incredulidade, e Jesus repreendeu o espírito imundo, expulsando o demónio, e
levantou o menino pela mão.
5. Quando
os discípulos interrogaram-lhe do porquê de não terem expulsado o espírito
imundo, Jesus explicou que só através da oração e jejum poderiam expulsar
aquele tipo de demónio. Significando que a fé é fortalecida pela oração e
jejum, pois através da oração e jejum entra-se em mais sintonia com Deus e
assim afasta-se toda a incredulidade que atua contra a fé.
6. Os
discípulos disputavam entre si acerca de quem era o maior entre eles e Jesus
ensinou-lhes que, no Reino de Deus, o primeiro era o que se colocava como o
último e servia a todos os outros.
7. Jesus
pegou numa criança para dar o exemplo de que quem ajudasse os filhos de Deus certamente
receberia o seu galardão da parte de Deus. Mas também que qualquer que fizesse
um desses filhos de Deus desviar-se, que esse iria ser punido por Deus.
8. Jesus
usa expressões fortes, como “se a tua mão te escandalizar corta-a”, para realçar
e enfatizar que os discípulos devem renunciar a tudo aquilo que lhes faz
desviar do caminho para vida e para entrar no Reino dos céus. Há duas opções: a
vida eterna com Deus no Reino dos céus ou o julgamento eterno no inferno, longe
de Deus.
9. O
fogo simboliza a purificação de Deus, tal como o ouro é purificado pelo fogo,
onde todas as partes impuras se separam do ouro puro, sendo a impureza deitada
fora e ficando ouro puro. Assim também o fogo é o símbolo da purificação do
cristão. Um cristão purificado é salgado e salga, ou seja, é preservado para a
salvação e contribuí para a salvação de outros.
· Conclusões
para a vida:
1. A
partir do Dia de Pentecostes, O Espírito Santo não só é recebido por todos os
que creem no nome de Jesus Cristo e nascem de novo, mas também, estes, podem e
devem ser batizados no Espírito Santo, ou seja, serem cheios do Espírito Santo,
para que a virtude ou poder do Espírito Santo manifeste-se neles e através
deles, a fim de que sejam testemunhas de Jesus Cristo e que manifestem o Reino
de Deus, aqui na terra. Diariamente, o cristão deve pedir que Deus encha-lhe do
Espírito Santo e manifeste o Seu poder nele e através dele, para que seja
transformado de dentro para fora e seja instrumento na mão de Deus para
abençoar o próximo.
2. Toda
a lei e o profetas foram cumpridas em Jesus Cristo e por Ele todos homens podem
ser salvos dos seus pecados e serem feitos filhos de Deus, andando em
obediência a Deus, pela graça e em verdade. Então perante a revelação de Jesus,
as vozes dos profetas e a lei da antiga aliança desaparece para dar lugar à voz
e as palavras de Jesus, sendo estabelecida a nova aliança. Nele está a vida
eterna. O discípulo de Jesus segue o Seu exemplo, guarda e pratica as Suas
palavras.
3. Jesus
tinha um propósito de vida definido por Deus para a redenção da humanidade. Na
Sua comunhão com Deus Pai e submissão ao Espírito Santo, foi-Lhe revelada a
vontade de Deus para a Sua vida e Ele dispôs-se a cumpri-la. Tal como Jesus, os
filhos de Deus têm um propósito de vida, específico para cada filho, definido
por Deus e devem conhecer esse propósito no relacionamento que desenvolvem com
Deus Pai, com o próprio Jesus Cristo e com o Espírito Santo, e também devem
estar dispostos a cumprir essa mesma vontade de Deus.
4. O
pai do menino foi sincero com Jesus ao declarar que havia incredulidade nele e que
necessitava de ajuda, e Jesus ajudou-lhe nessa sua incredulidade. O cristão consciente
da sua incredulidade deve pedir a Deus que lhe retire a incredulidade,
fortalecendo a fé em Jesus Cristo, a fim de ser atendido no seu pedido.
5. O
filho de Deus deve fortalecer a sua fé, através da sua comunhão diária com Deus,
para que creia, sem qualquer dúvida, que Deus é poderoso para conceder-lhe
qualquer pedido, sendo que esse mesmo pedido tem de ser feito segundo a vontade
de Deus, estabelecida na Sua Palavra e revelada pelo Santo Espírito.
6. Jesus é o maior no Reino de Deus por ter-se
humilhado, não só na forma de homem, mas na forma de escravo de todos os
homens, servido a humanidade ao ponto de morrer pelos seus pecados. Deus é o
maior no Seu próprio Reino não só por ser o Criador de tudo, mas também porque
tudo se sustém através Dele, ou seja, toda a criação obtêm tudo o que precisa Nele.
Então quem quer ser o maior ou o primeiro no Reino de Deus tem de estar
disposto a humilhar-se, a ser o menor e o último nesta terra, servido a todos.
As leis do Reino de Deus são contrárias às leis do mundo.
7. Deus
dá a cada um consoante as suas obras. Galardoa aquele que faz o bem aos Seus
olhos e pune aquele que faz o mal aos Seus olhos, segundo os Seus padrões, não
os padrões humanos. O cristão deve procurar fazer o bem, segundo os padrões do
que é o bem aos olhos de Deus, especificados na Sua Palavra.
8. Deus
dá oportunidade ao homem de escolher o caminho do pecado e da injustiça ou o
caminho da santidade e da justiça. Dá a oportunidade de escolher entre a vida e
a morte, vida eterna com Ele no Reino dos céus e morte eterna longe Dele no
inferno. Aqueles que escolhem a vida eterna com Deus têm de estar dispostos a
renunciar a tudo aquilo que lhes encaminha para a morte eterna, onde são
afastados de Deus. O caminho para a vida é um caminho difícil de renúncia, para
caminhar para a morte eterna não é necessário nada. O cidadão do Reino dos céus
escolhe o caminho para a vida e percorre um caminho apertado de renúncia.
9. A
palavra de Deus diz que Jesus batiza com o Espírito Santo e com o fogo. O
cristão não só deve ser batizado com o Espírito Santo, mas também com o fogo,
ou seja, o cristão, no seu processo de salvação, deve passar por provações, a
fim de ser aprovado por Deus, sendo purificado. Também deve contribuir para a
salvação de outros através da sua influência sobre eles. Jesus chama os seus
discípulos a serem sal da terra, então, ao serem purificados pelo fogo,
conservam em si mesmo o seu sal e são salgados o suficiente para salgarem
outros, ou seja, manifestam em si mesmo a salvação do Deus e são cooperadores
com Deus na salvação de outros.
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