segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Marcos 9

·       Assuntos:
1.    Jesus revela aos seus discípulos que alguns deles iriam estar vivos quando o Reino de Deus se manifestasse na terra. Até ali a Reino de Deus ainda não se tinha manifestado, porque Jesus ainda não tinha morrido, ressuscitado, acendido aos céus e enviado o Espírito Santo, para que o poder do Reino de Deus se manifestasse. Esse acontecimento deu-se no dia de Pentecostes, quando os discípulos foram cheios do Espírito Santo.
2.    Jesus transfigurou-se perante Pedro, Tiago e João, e mostrou-lhes a Sua glória como Filho de Deus. Apareceram Elias e Moisés que falavam com Jesus e logo depois, desceu uma nuvem e Deus Pai falou da nuvem, dizendo que Jesus era o seu Filho e que deviam ouvi-Lo. Quando a nuvem dispersou-se ficou lá só Jesus. O significado daquilo tudo era a diferença entre Jesus, Elias e Moisés, pois Jesus não era apenas um profeta como Elias e Moisés, mas era o Filho de Deus, confirmado diante dos discípulos, transfigurando-Se e libertando a Sua glória, e também confirmado pela voz do próprio Deus que saiu da nuvem. E então, daí por diante, já não se deveria ouvir a Elias, nem a Moisés, mas só a Jesus.
3.    Jesus esclareceu que Elias já tinha vindo, cumprindo as escrituras e que agora cabia-Lhe, a Ele, padecer, ser humilhado e desprezado, até à morte, e ressuscitar dos mortos, como também estava escrito acerca Dele.
4.    Jesus repreendeu a incredulidade dos Seus discípulos por não conseguirem expulsar o espírito imundo de um menino. Então o pai do menino pediu a Jesus para expular o espírito imundo do filho dele, mas Jesus notou que ele tinha dúvida através das suas palavras e declarou-lhe que tudo era possível ao que crê (neste caso no poder do próprio Jesus de expulsar demónios), ao que o pai do menino respondeu com sinceridade dizendo que cria, mas que Jesus lhe ajudasse na sua incredulidade, e Jesus repreendeu o espírito imundo, expulsando o demónio, e levantou o menino pela mão.
5.    Quando os discípulos interrogaram-lhe do porquê de não terem expulsado o espírito imundo, Jesus explicou que só através da oração e jejum poderiam expulsar aquele tipo de demónio. Significando que a fé é fortalecida pela oração e jejum, pois através da oração e jejum entra-se em mais sintonia com Deus e assim afasta-se toda a incredulidade que atua contra a fé.
6.    Os discípulos disputavam entre si acerca de quem era o maior entre eles e Jesus ensinou-lhes que, no Reino de Deus, o primeiro era o que se colocava como o último e servia a todos os outros.
7.    Jesus pegou numa criança para dar o exemplo de que quem ajudasse os filhos de Deus certamente receberia o seu galardão da parte de Deus. Mas também que qualquer que fizesse um desses filhos de Deus desviar-se, que esse iria ser punido por Deus.
8.    Jesus usa expressões fortes, como “se a tua mão te escandalizar corta-a”, para realçar e enfatizar que os discípulos devem renunciar a tudo aquilo que lhes faz desviar do caminho para vida e para entrar no Reino dos céus. Há duas opções: a vida eterna com Deus no Reino dos céus ou o julgamento eterno no inferno, longe de Deus.
9.    O fogo simboliza a purificação de Deus, tal como o ouro é purificado pelo fogo, onde todas as partes impuras se separam do ouro puro, sendo a impureza deitada fora e ficando ouro puro. Assim também o fogo é o símbolo da purificação do cristão. Um cristão purificado é salgado e salga, ou seja, é preservado para a salvação e contribuí para a salvação de outros.
·       Conclusões para a vida:
1.    A partir do Dia de Pentecostes, O Espírito Santo não só é recebido por todos os que creem no nome de Jesus Cristo e nascem de novo, mas também, estes, podem e devem ser batizados no Espírito Santo, ou seja, serem cheios do Espírito Santo, para que a virtude ou poder do Espírito Santo manifeste-se neles e através deles, a fim de que sejam testemunhas de Jesus Cristo e que manifestem o Reino de Deus, aqui na terra. Diariamente, o cristão deve pedir que Deus encha-lhe do Espírito Santo e manifeste o Seu poder nele e através dele, para que seja transformado de dentro para fora e seja instrumento na mão de Deus para abençoar o próximo.
2.    Toda a lei e o profetas foram cumpridas em Jesus Cristo e por Ele todos homens podem ser salvos dos seus pecados e serem feitos filhos de Deus, andando em obediência a Deus, pela graça e em verdade. Então perante a revelação de Jesus, as vozes dos profetas e a lei da antiga aliança desaparece para dar lugar à voz e as palavras de Jesus, sendo estabelecida a nova aliança. Nele está a vida eterna. O discípulo de Jesus segue o Seu exemplo, guarda e pratica as Suas palavras.
3.    Jesus tinha um propósito de vida definido por Deus para a redenção da humanidade. Na Sua comunhão com Deus Pai e submissão ao Espírito Santo, foi-Lhe revelada a vontade de Deus para a Sua vida e Ele dispôs-se a cumpri-la. Tal como Jesus, os filhos de Deus têm um propósito de vida, específico para cada filho, definido por Deus e devem conhecer esse propósito no relacionamento que desenvolvem com Deus Pai, com o próprio Jesus Cristo e com o Espírito Santo, e também devem estar dispostos a cumprir essa mesma vontade de Deus.
4.    O pai do menino foi sincero com Jesus ao declarar que havia incredulidade nele e que necessitava de ajuda, e Jesus ajudou-lhe nessa sua incredulidade. O cristão consciente da sua incredulidade deve pedir a Deus que lhe retire a incredulidade, fortalecendo a fé em Jesus Cristo, a fim de ser atendido no seu pedido.
5.    O filho de Deus deve fortalecer a sua fé, através da sua comunhão diária com Deus, para que creia, sem qualquer dúvida, que Deus é poderoso para conceder-lhe qualquer pedido, sendo que esse mesmo pedido tem de ser feito segundo a vontade de Deus, estabelecida na Sua Palavra e revelada pelo Santo Espírito.
6.     Jesus é o maior no Reino de Deus por ter-se humilhado, não só na forma de homem, mas na forma de escravo de todos os homens, servido a humanidade ao ponto de morrer pelos seus pecados. Deus é o maior no Seu próprio Reino não só por ser o Criador de tudo, mas também porque tudo se sustém através Dele, ou seja, toda a criação obtêm tudo o que precisa Nele. Então quem quer ser o maior ou o primeiro no Reino de Deus tem de estar disposto a humilhar-se, a ser o menor e o último nesta terra, servido a todos. As leis do Reino de Deus são contrárias às leis do mundo.
7.    Deus dá a cada um consoante as suas obras. Galardoa aquele que faz o bem aos Seus olhos e pune aquele que faz o mal aos Seus olhos, segundo os Seus padrões, não os padrões humanos. O cristão deve procurar fazer o bem, segundo os padrões do que é o bem aos olhos de Deus, especificados na Sua Palavra.
8.    Deus dá oportunidade ao homem de escolher o caminho do pecado e da injustiça ou o caminho da santidade e da justiça. Dá a oportunidade de escolher entre a vida e a morte, vida eterna com Ele no Reino dos céus e morte eterna longe Dele no inferno. Aqueles que escolhem a vida eterna com Deus têm de estar dispostos a renunciar a tudo aquilo que lhes encaminha para a morte eterna, onde são afastados de Deus. O caminho para a vida é um caminho difícil de renúncia, para caminhar para a morte eterna não é necessário nada. O cidadão do Reino dos céus escolhe o caminho para a vida e percorre um caminho apertado de renúncia.

9.    A palavra de Deus diz que Jesus batiza com o Espírito Santo e com o fogo. O cristão não só deve ser batizado com o Espírito Santo, mas também com o fogo, ou seja, o cristão, no seu processo de salvação, deve passar por provações, a fim de ser aprovado por Deus, sendo purificado. Também deve contribuir para a salvação de outros através da sua influência sobre eles. Jesus chama os seus discípulos a serem sal da terra, então, ao serem purificados pelo fogo, conservam em si mesmo o seu sal e são salgados o suficiente para salgarem outros, ou seja, manifestam em si mesmo a salvação do Deus e são cooperadores com Deus na salvação de outros.

Sem comentários:

Enviar um comentário