terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Tique-taque!

O tempo não para, não abranda, não espera! Um instante passa logo para o próximo, um momento antecede outro momento e é sucedido por ainda outro. Não há pausa, já foi, já foi, está a ser, é agora e o que há-de vir, virá! O tique-taque constante de uma vida que avança e não volta para trás. Quanto tempo perdi, quanto tempo desperdicei? Tempo que nunca mais terei! Nesta breve vida não há tempo, estou com pressa, numa correria louca. Mas não corro à toa, sem propósito, esse tempo já passou, agora tenho um alvo, tenho uma meta a alcançar e certamente não vou abrandar, nem parar até a transpor. Corre e não olhes para trás, é passado, fica na memória, mas a vida presente não é uma memória, é uma experiência no agora. Olho para a frente, imaginando o que irei experimentar, mas nunca deixando de experimentar o agora. O meu Deus vive um eterno presente, para Ele não há tempo, Ele é de eternidade a eternidade. Posso viver como Ele? Claro que sim, pois já tenho a Sua vida eterna em mim por Jesus Cristo. O passado é bom como memorial de algo que vivi, o futuro é o que motiva a esperar mais da vida e o presente é onde eu vivo e experimento. O que é o tempo para um ser eterno? Deixa de ter significado desde que viva a eternidade a cada instante. Deus permite que viva intensamente a cada instante, a cada bater do coração, a cada suspiro, seja sempre na plenitude da vida que me deste, aproveitando ao máximo aquele instante, pois nunca mais o terei, no momento seguinte já é tempo de viver outra coisa, ter outra experiência. Mas que em toda a minha eternidade, em cada instante, tu estejas sempre presente, porque nada me vale viver, se tu não estiveres presente. Sê comigo sempre! 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Sujidade!

Olhava para as minhas mãos e estavam sujas! Como é que umas mãos tão sujas poderiam sequer almejar servir a um Deus puro. Não eram dignas de serem instrumentos que Deus poderia utilizar. Por mais que as lavasse, a sujidade não saía, até parecia que se colava mais e as manchas ficavam maiores. Mas então olhei melhor e vi que não eram só as mãos, as minhas vestes também estavam sujas. Tentei lavá-las e esfregá-las, mas ainda ficaram mais sujas. Foi então que pensei, se as minhas mãos estão sujas e as minhas vestes estão sujas, será que ainda há algo mais em mim que esteja sujo? A resposta, desesperante! Reparei que não só as mãos e as vestes, como todo o corpo. Mais ainda, até a minha mente e o meu coração estavam sujos. Desesperado, tentei de tudo para limpar essa sujidade, mas o resultado era sempre o mesmo, um redundante fracasso! Vem assim como estás, dizia o Senhor. E eu respondia, mas como um ser tão sujo como eu pode estar na tua presença Senhor? Mas Ele repetia o mesmo, vem assim como estás! Não compreendia e fugia Dele, não queria que Ele me visse neste estado, nem me achava digno de estar na Sua presença tão sujo. Continuei a tentar de tudo para me lavar, mas a sujidade aumentava, até que estava inundado por todo o lado. Como me vou livrar disto? Perguntava-me a mim mesmo. Talvez esteja eternamente condenado a ser sujo. Mas lá estava a voz suave do Senhor a convidar-me para estar diante Dele na mesma. Então, sem mais soluções cedi. Fui ter com Ele assim mesmo, sujo! Eis-me aqui Senhor, disse com nojo de mim mesmo e a tremer por estar perante Deus. Mas para minha surpresa, Deus parecia feliz e disse, finalmente vieste, estava a tanto tempo à tua espera. Agora posso lavar-te de toda a sujidade para que sejas limpo e puro como Eu. Fui limpo e posso desfrutar da Sua presença até hoje e, agora sim, estou apto para ser um instrumento útil para ele. Estendo as minhas mãos e a pureza do Senhor flui através de mim para abençoar outros. Não há mais sujidade, porque o meu Deus limpa, o meu Deus purifica de toda a imundice!