sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Êxodo 35

A obra do Senhor é incrivelmente feita numa colaboração entre o sobrenatural e o ordinário. É incrível ver como Deus se move, fazendo os Seus milagres e prodígios, mas, da mesma maneira, é incrível ver como Deus usa pessoas, coisas e situações normais para fazer a Sua obra. Neste caso, Deus mandou o povo de Israel construir o tabernáculo, dando-lhes todas as instruções do modelo do tabernáculo através de Moisés. Para além disso, forneceu os materiais necessários de antemão, quando o povo de Israel saiu do Egipto, com muitas riquezas e propriedades, e, ainda, deu-lhes toda a espécie de sabedoria, entendimento e ciência para a Sua obra. Mas, o povo teve fazer a sua parte, e moveu-se com sabedoria de coração e um espírito voluntário para reunirem o material que precisavam para a obra do Senhor e trabalhá-lo para concretizarem essa mesma obra, sendo que cada um contribuiu segundo a sua capacidade. O Senhor quando nos manda fazer alguma obra, Ele sempre mostra como deve ser feita a obra e dá-nos tudo aquilo que precisamos para realizá-la, quer seja graça, sabedoria, dons, materiais, etc., ou seja, Ele capacita-nos para a obra que nos chamou a fazer. Porém, cabe-nos a nós disponibilizarmos as nossas vidas para realizar a Sua obra e utilizarmos, sabiamente, todos os recursos que o Senhor nos deu para realizar essa mesma obra. Então, devemos entender que as nossas vidas não são para serem vividas como queremos, nem aquilo que o Senhor nos tem dado e dará não é para ser usado como queremos, mas que tudo seja para a glória de Deus e para manifestação do Seu Reino, segundo a Sua vontade. Logo, quer o Senhor nos use de uma forma sobrenatural, quer numa forma ordinária, estejamos sempre prontos a dar de nós mesmos para que seja feita a Sua vontade e que tenhamos sabedoria e cuidado em sermos bons despenseiros daquilo que o Senhor põe nas nossas mãos.

Romanos 6

Andar na graça de Jesus Cristo é não andar em pecado, pois Jesus enquanto andou aqui na terra não pecou, pois estava debaixo da graça de Deus. Então tal como Jesus morreu na cruz, sepultando, assim, o pecado da humanidade, nós morremos para o pecado quando convertemo-nos ao Senhor e fazemo-nos participantes da Sua morte, por outras palavras, o nosso velho homem interior, corrompido pela natureza pecaminosa que herdámos de Adão, é sepultado na nossa conversão a Jesus e, ao nascermos de novo, passamos a viver para Deus. Mas, agora, que vivemos para Deus, devemos apresentar os nossos membros para serem instrumentos de justiça, aqueles mesmos membros que antes usávamos como instrumentos de imundícia e maldade. Antes éramos servos do pecado e, então, estávamos livres da justiça, mas, depois da nossa conversão, passámos a estar livres do pecado e a ser servos da justiça. Na verdade, a verdadeira liberdade está naqueles que escolhem ser servos de Jesus, esses, têm a oportunidade de serem santificados, e são livres da morte, pois herdam a vida eterna que há em Jesus Cristo, porque como a morte não teve domínio sobre Jesus e Ele ressuscitou, assim também não terá domínio sobre aqueles são de Cristo. Em Jesus Cristo, somos livres da lei, do pecado e da morte para que, debaixo da graça de Deus, andemos em justiça para santificação, que resulta em vida eterna. Jesus Cristo é o nosso salvador, Aquele que nos salva dos nossos pecados e da morte, Ele é o nosso libertador!

João 7: 10-18

Jesus não subiu a Jerusalém com os seus irmãos, mas foi à festa dos tabernáculos, em oculto, indicando que Deus Pai sabia que os judeus estavam à procura Dele para matar-Lhe e protegeu-Lhe, mandando-Lhe que fosse à festa, em oculto. Mas entretanto, quando a festa estava já a meio, Jesus começou a ensinar, no templo, à vista de toda a gente, incluído dos judeus que O queriam matar, mas estes nada puderam fazer. Este exemplo, mostra-nos que Deus Pai protege os Seus filhos, bastando que eles sejam obedientes às Suas ordens, pois Jesus sempre foi protegido pelo Pai, umas vezes, simplesmente sendo prudente, como quando Ele subiu em oculto a esta festa, mas outras em que era necessário expôr-se para que a vontade de Deus fosse realizada, o próprio Deus protegia-O, ao ponto de ninguém Lhe poder tocar. Isto traz-nos grande segurança como filhos de Deus, pois certamente passaremos, por amor do nome de Jesus, por perseguições e situações perigosas, alguns até por situações com a vida em risco, mas contando que sejamos fiéis, sigamos atentamente e obedientemente as instruções de Deus, passaremos por essas situações com Ele e nada de mal nos sucederá. Só muito depois, quando o Pai permitiu, é que puderam prender Jesus, pois Ele tinha de ser crucificado pelos nossos pecados. O nosso Deus é soberano e nada pode ser feito sem a Sua permissão, então, o local mais seguro que existe é abrigados debaixo das Suas asas, debaixo da Sua proteção. Quando Jesus expôs-se, ensinando no templo, uma das razões do Pai ser com Ele foi o facto de Ele falar as palavras que recebera do Pai e estar a ensinar a Sua doutrina, revelando que não buscava a Sua própria glória, mas a do Pai. Até os judeus que O queriam matar estavam maravilhados de como alguém que não teve estudos pudesse falar daquela maneira. O Senhor protege aqueles que falam a Sua palavra, principalmente no meio de uma geração cheia de pessoas com a sua própria interpretação da palavra de Deus, buscando a sua glória e os seus interesses, em vez da glória de Deus e da Sua vontade. Que sigamos as mesmas pisadas do Senhor Jesus e do mesmo modo, recebamos as Suas palavras, aprendamos Sua doutrina e entreguemo-nos à segurança da proteção divina, buscando a glória de Deus e a Sua vontade.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

João 7: 1-13

Os irmãos de Jesus não criam Nele, mesmo após terem crescido com Ele e terem-No visto fazer muitas obras e maravilhas. Não só isso, mas também diziam para que Jesus se manifestasse na Judeia, porque Ele pregava e realizava os Seus milagres na Galileia, e quem queria ser conhecido deveria evidenciar-se na Judeia. Jesus, ao contrário do que eles pensavam, não queria ser conhecido, mas apenas queria realizar a vontade do Pai, então, só se manifestava onde o Pai queria, quando o Pai queria e da maneira que o Pai queria. Essa é uma grande lição para nós, discípulos de Jesus, pois os caminhos de Deus são diferentes dos caminhos dos homens e os Seus propósitos também o são, daí, o mundo não compreender como Ele se move, e, por isso, tal como os irmãos de Jesus não percebiam o porquê de Jesus agir como agia, ao ponto de não crerem Nele, nós também, muitas vezes, não seremos compreendidos ao fazer a vontade de Deus, sendo que, por vezes, até os mais próximos de nós não acreditarão em nós e não nos entenderão. Deus fez as coisas loucas para confundir as coisas sábias do mundo, para que o homem saiba que Ele é Deus e que a Sua loucura é mais sábia do que a sabedoria humana. Na verdade, Deus não procede de forma louca, mas em tudo Ele é sábio, mas quanto aos homens até a sua sabedoria aos olhos de Deus é loucura. Por isso, que abdiquemos da nossa sabedoria e clamemos a Deus para que nos encha da Sua sabedoria para que possamos andar nela e assim fazer a Sua vontade.

Isaías 6: 8-13

Após Isaías ser purificado, o Senhor pergunta-lhe indiretamente sobre quem enviaria em Seu nome para falar ao Seu povo, e Isaías, prontamente, respondeu: “Eis-me aqui, envia-me a mim”. Estas são exatamente as palavras que o Senhor esperava ouvir de Isaías e são as palavras que o Senhor espera ouvir de nós, mostrando a disponibilidade imediata para falar as boas novas à Sua igreja e aos gentios. Isaías era profeta e, por isso, foi enviado a falar ao povo de Israel. Os profetas sempre falam as palavras de Deus ao Seu povo, para que o povo seja direcionado para os caminhos de Deus e permaneça neles. Os evangelistas, ao contrário dos profetas, comunicam as boas novas para os gentios, os que não têm Deus, para que se arrependam e creiam em Jesus Cristo e comecem uma jornada como filhos de Deus na terra. Porém todos os filhos de Deus, mesmo não sendo profetas ou evangelistas, devem falar as boas novas à igreja, encorajando a manterem-se firmes e aos que não têm Deus para que possam juntar-se à família cristã. O problema no tempo de Isaías era que o povo ouvia a palavra de Deus e via as Suas maravilhas, mas não entendia e não convertia o seu coração ao Senhor, sendo que o Senhor, sabendo disso, comandou Isaías a falar até que o coração do povo estivesse totalmente endurecido de tanto ouvir e ver, e, mesmo assim, não entender e não se converter, e então não serem sarados dos seus pecados e serem reprovados diante do Senhor. Infelizmente, o mesmo acontece nos dias de hoje em que as igrejas estão cheias de pessoas com os corações endurecidos, prontos a serem reprovados pelo Senhor, se é que já não estão reprovados. Que o Senhor nos ajude a ouvir a Sua palavra e ver as Suas maravilhas nas nossas vidas, a entender os Seus caminhos e a converter os nossos corações a Ele, para que Ele nos sare dos nossos pecados e sejamos aprovados na Sua vinda. No tempo de Isaías, o Senhor falou que a terra seria desolada e mesmo que uma décima parte permanecesse, só uma pequeníssima parte disso seria o remanescente de Deus. Como diz a escritura: muitos serão chamados e poucos os escolhidos. Não tenhamos dúvidas que só uma ínfima parte daqueles que se chamam cristãos é que irá ser aprovada pelo Senhor, e, por isso, há um alerta permanente a estarmos atentos à nossa condição diante do Senhor, para que estejamos nesses poucos escolhidos, nesses poucos aprovados pelo Senhor. Que Deus nos ajude!

Isaías 6: 1-7

Isaías teve um encontro com o Senhor e viu-Lhe sentado no trono e a Sua glória enchendo o templo. É assim que deve na nossa vida, pois somos o templo do Espírito Santo, então, o Senhor deve ser entronizado na nossa vida e a Sua glória deve-nos encher. O mesmo deve suceder-se na nossa casa, na nossa igreja e na nossa nação, o Senhor é o Rei que deve sentar no trono e reinar em todas as áreas da nossa vida. Os serafins, diante do trono de Deus, tinham seis asas, cobriam o rosto com duas e os pés com outras duas, usando as últimas duas asas para voar, mostrando uma reverência e temor no modo como se apresentavam diante do Senhor, e clamavam uns aos outros que o Senhor era Santo, Santo, Santo e toda a terra estava cheia da sua glória. A reverência e o temor ao Senhor são essenciais em toda a vida de um filho de Deus, pois nós vivemos sempre na Sua presença, sendo que quando temos os nossos momentos íntimos com Ele durante o dia, devemos ir nessa atitude de reverência e temor diante Dele, mas ao mesmo tempo com ousadia, pois somos Seus filhos. Devemos declarar e relembrar constantemente uns aos outros de que o Senhor é Santo, Santo, Santo. Ele não é só Santo, mas Santíssimo, pois Deus Pai é Santo, Jesus Cristo é Santo e o Espírito é Santo, daí o Deus triuno ser Santo, Santo, Santo. Também devemos saber que somos importantes instrumentos nas mãos do Senhor para que a terra esteja cheia da Sua glória. Tal como Isaías, que ao encontrar-se com Deus e contemplar a Sua santidade e a Sua glória, teve consciência que estava a perecer porque tinha lábios impuros e habitava no meio de um povo com lábios impuros, nós também quando temos um encontro com Deus e contemplamos a Sua santidade e glória, é-nos revelado áreas da nossa vida em que estamos a perecer, em que estamos em pecado, por isso é que um dos ministérios do Espírito Santo é trazer a consciência do pecado. Mas, por sua vez, quem se encontra com o Senhor tem a oportunidade de lhe ser purificado o pecado, tal como aconteceu com Isaías, se estivermos dispostos a confessar o nosso pecado, arrependendo-nos e pedindo perdão ao Senhor, Ele é misericordioso para nos perdoar e também lavar-nos no sangue do Cordeiro de Deus. Mais do que isso, podemos ir mais longe do que Isaías que estava na velha aliança, sermos cheios do Espírito Santo e assim pelo poder de Deus vencermos totalmente o pecado, crescendo em santidade. Que vivamos uma vida crescendo em santidade, cheia de intimidade com o Senhor e cheia da Sua glória, manifestando-a ao mundo.

Jó 6

Jó não tinha perceção do que lhe estava a acontecer e por isso pensava que Deus lhe tinha infligido a calamidade que ele estava a passar, por isso, desejava que Deus lhe exterminasse, pois ele sabia que não havia futuro para quem Deus abandona, que a sua força não lhe valeria de nada e que todo o prazer de viver tinha-lhe sido retirado. Apesar da sua ignorância do que de facto lhe estava a suceder, Jó revelou na sua dor que uma vida semDeus não valia a pena ser vivida. Na verdade, como filhos de Deus, devemos partilhar do mesmo pensamento de Jó, que não há futuro sem Deus, que a nossa força não é nada mais do que vaidade e que uma vida sem Deus não merece ser vivida. Mas, ao contrario de Jó que pensava que Deus o tinha abandonado e por isso lamentava-se diante dos seus amigos, nós sabemos que Deus Pai nunca nos abandonará e isso é um grande motivo para largarmos a lamentação e abraçarmos a alegria do Senhor, sabendo que Ele estará sempre presente, mesmo nos momentos difíceis, mesmo nos momentos de maior dor ou de maior calamidade. Há sempre esperança para aqueles que permanecem em Cristo, pois o seu futuro está nas mãos do Deus Todo-poderoso, então, não há nada que recear. Uma coisa Jó sabia, apesar da sua ignorância, que o que lhe estava a suceder não tinha haver com o facto de ter pecado, e justificou-se perante a acusação do seu amigo, que em vez de o consular no momento difícil que estava, só o acusava. Levantar-se-ão, certamente, pessoas para acusar os filhos de Deus, mas como diz a escritura não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, repito, para os que estão em Cristo Jesus, porque os que não estão em Cristo Jesus, esses, já estão condenados, só o arrependimento e a fé em Jesus para os trazer para a Sua salvação. A acusação vem do maligno e nós como filhos de Deus não devemos ser acusadores, mas sempre ter cuidado para não julgar uma situação pelas aparências e, mesmo que alguém tenha caído em pecado, ter uma atitude de misericórdia, encorajando e ajudando a levantar o que caiu.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

I Samuel 6 e 7

Após serem feridos pela ousadia de terem levado a arca do Senhor para a sua terra, os filisteus resolveram devolvê-la com muito temor aos israelitas, pois para além de toda a praga que lhes sobreveio, também tinham o testemunho de como os egípcios tinham sofrido por não querem deixar o povo de Israel sair da sua terra para servir ao Senhor. Esta palavra encoraja-me, pois sei que o inimigo teme e treme perante Deus e é totalmente impotente perante o Seu poder. Mas também chama-me à responsabilidade de preservar e valorizar a presença do Senhor, pois o Senhor feriu os filisteus por terem roubado a Sua arca, que simbolizava a Sua presença no meio do povo de Israel, mostrando que, apesar da obstinação do povo de Israel, a Sua vontade e o Seu desejo de estar no meio do Seu povo, pois tinha uma aliança com ele. Do mesmo modo, com cada filho de Deus, o Senhor deseja, ardentemente, ter comunhão com ele, bem como também deseja ser entronizado no meio da Sua igreja, e tudo faz nesse sentido, sendo nós chamados a responder a esse desejo, buscando-Lhe diariamente, tendo comunhão com Ele, individualmente e como Sua igreja. Após terem recuperado a arca do Senhor, não tendo respeitado os estatutos de Deus e terem espreitado a arca, os israelitas de Bete-Semes foram feridos, tendo ela sido levada para Queriate-Jearim, onde ficou por vinte anos. Sabendo que Deus é Santo, não temos comunhão com Ele como queremos ou como achamos melhor, mas como Lhe é agradável, andando em santidade e obedecendo aos Seus mandamentos, de modo a sermos aceitáveis diante Dele. Recebendo as orientações de Samuel, o povo de Israel voltou o coração para o Senhor, arrependendo-se e destruindo todas as imagens de outros deuses que tinha no seu meio, pois o Senhor é Santo e, então, o Senhor ouviu as súplicas de Samuel e deu-lhes vitória sobre os filisteus, ao ponto de recuperarem as cidades que tinham perdido para eles. Como diz a escritura: “se Deus é por nós, quem poderá ser contra?” Certamente teremos vitória sobre os nossos inimigos, se voltarmos os nossos corações para o Senhor, arrependermo-nos dos nossos pecados e retirarmos tudo o que ocupa o lugar de Deus nas nossas vidas, preservando e valorizando a Sua presença nas nossas vidas. Que o Senhor nos dê sabedoria e graça para que façamos a escolha correta. 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Isaías 5

O Senhor compara o Seu povo com uma vinha que Ele cuidadosamente plantou, dando o tratamento necessário para que ela produzisse uvas, mas que com todo o trabalho que Ele tinha tido, ela acabou por produzir uvas bravas. Na verdade, essa é a realidade da igreja de Cristo, nos dias de hoje. Nunca como antes tivemos tanto à nossa disposição, dado por Deus para que pudéssemos dar muito fruto. Temos a palavra de Deus em todo o tipo de formatos e línguas, de fácil acesso. Temos, em países como Portugal, liberdade de professar a nossa fé. Temos o Espírito Santo e os Seus dons, gratuitamente dados pelo Senhor. E, ainda temos, toda a tecnologia para utilizarmos no nosso crescimento, comunicação e serviço. Temos exemplos, não só da bíblia, mas de muitos homens e mulheres piedosos que Deus levantou ao longo dos tempos, que nos servem de testemunho. Temos todos os avisos, quer da bíblia, quer da própria história, de exemplos que firam reprovados diante do Senhor. Por outras palavras, somos uns privilegiados e mesmo assim com tudo isto, vivemos um dos piores momentos da igreja de Cristo, não dando frutos e com todo o tipo de corrupção, bem visível, inclusive, para não cristãos. Então, a pergunta que o Senhor fez a Israel e a Judá no tempo que Isaías escreveu este capítulo, prevalece para nós: Porquê que não temos dado os frutos que Ele esperava que dessemos? O que mais Ele poderia fazer para que demos esses frutos, que Ele já não tivesse feito? Na verdade, Isaías, neste mesmo capitulo, acaba por responder, o porquê de não darmos frutos, e o porquê do Senhor estar irado com a sua igreja ao ponto de permitir que o inimigo oprima e coloque-a sobre cativeiro. Na verdade, muitos têm buscado o seu próprio interesse, buscando a sua própria vontade, pois são avarentos e gananciosos, e ajuntam tudo para si, nem olhando para a necessidade do próximo. Outros, dão-se ao entretenimento, corrompendo-se com os prazeres do mundo, vivendo como os que não têm Deus. Muitos, tentam o Senhor e o Seu poder, sendo impacientes e duvidando da Sua obra, dos Seus milagres e maravilhas. Ainda têm outros que enganam-se a si mesmos e também enganam a outros, vivendo conforme o que parece bem aos seus olhos, acabando por fazer aquilo que é mau aos olhos do Senhor, pensando que é bom e que estão a glorificar Deus, sendo que quanto àquilo que o Senhor os chama para fazer, negam, e dizem que não vem de Deus, simplesmente, porque não é algo que desejam fazer. A palavra de Deus alerta que se a tua luz for na verdade trevas, então, quão grandes são  essas trevas. E por fim, ainda tem aqueles que desprezam a palavra de Deus, não a ouvem, ou, se ouvem, não a aplicam nas suas vidas. O Senhor vai certamente julgar a Sua igreja com juízo e justiça e o inferno está insaciável, pronto para tragar. Olhando para estes exemplos, O Senhor faz-me olhar para a minha vida e julgar-me a mim mesmo, se a razão de não dar tantos frutos como deveria dar é por me enquadrar num ou em vários desses grupos reprovados pelo Senhor, pois sinto a responsabilidade de dar frutos para a glória de Deus. Que Deus me ajude! Convido-vos também a examinarem-se a si mesmo comigo e a arrependerem-se comigo para que possamos dar mais frutos e com mais qualidade.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Revelações!

Ao pensar acerca da palavra revelação, surgiu-me a seguinte definição: revelação é algo que é dado a conhecer a uma pessoa, que não havia maneira nenhuma dessa pessoa, por si só, conhecer. É como um segredo bem guardado que alguém conta a outra pessoa, que essa pessoa não poderia saber nem que investigasse ou presumisse. É como um abrir de olhos, sendo essa a expressão utilizada pela palavra de Deus, é quando os olhos do nosso entendimento são abertos, quer para Deus, quer para os Seus pensamentos e caminhos, para os Seus planos e propósitos, e para Sua vontade para a nossa vida. O facto de saber que é impossível para mim conhecer Deus sem que Ele se revele a mim, faz-me ter uma atitude constante de humildade diante Dele, pois não é pela minha própria inteligência, sabedoria ou conhecimento que vou entender Deus, mas só quando Deus derrama em mim a Sua inteligência, sabedoria e conhecimento é que posso ter um pequeno vislumbre de quem Ele é, dos Seus pensamentos e caminhos, dos Seus planos e propósitos, da Sua vontade para a minha vida. Por isso é que as coisas do Reino de Deus são ocultadas dos sábios e são dadas a conhecer aos meninos, que neste contexto simbolizam os humildes de coração. É essencial aprender humildade com Jesus, para que se tenha a revelação de Deus. E ao ter revelação de Deus, é bom passar a outros para que também tenham revelação de Deus, mas graças a Jesus Cristo, o homem tem acesso direto ao Pai do céu, logo, mesmo que Deus use os seus servos para revelar-Se a outras pessoas, Ele quer que as próprias pessoas venham diretamente a Ele, através de Cristo, para que Ele Se revele. Então, cada servo de Deus deve ser como um sinal que aponta para Cristo e não ocupar a posição de Jesus como o único mediador entre Deus e os homens. Na velha aliança, os homens precisavam de um sacerdote ou profeta que fosse mediador entre eles e Deus, mas na nova aliança, Jesus assume essa posição de mediador. Daí, os servos de Deus, apesar de terem a revelação de Deus, deverem encorajar as pessoas para que elas mesmas vão diante de Deus e confirmem se essas revelações dadas por eles, vêm mesmo de Deus, evitando enganos e doutrinas de homens que levam ao erro. O triste do cristianismo é que poucos têm essa atitude de confirmar a palavra recebida diante de Deus e, pior, poucos estão dispostos a abdicar do seu tempo para estarem diante de Deus para receberem diretamente de Deus. E muitos servos de Deus acabam por controlar e manipular as pessoas a dependerem deles para os assuntos de Deus, prendendo-as a eles mesmos, roubando o lugar do Senhor Jesus nas vidas dos cristãos. Ao obter-se revelação sobre Deus ou sobre algo do Reino de Deus, um dos perigos é a intolerância em relação a outros que não tenham essa revelação, esquecemo-nos, facilmente, da muita misericórdia e paciência de Deus para connosco até os nossos olhos espirituais fossem abertos a essa revelação e lamentamo-nos de como os outros não conseguirem ver e saber algo que é tão óbvio para nós. Se olharmos bem é uma atitude bastante ignorante da nossa parte quando assim procedemos, pois a revelação que uma pessoa tem acerca de algo pode não ser a mesma que outra tem, e se pela graça de Deus, uma pessoa tem mais revelação do que outra, ela não deve desprezar a outra, mas sim, saber que como ela mesmo demorou tempo a ter essa revelação, e Deus teve muita misericórdia e paciência para com ela, esta outra pessoa também necessitará de tempo para obter revelação, e, então, a pessoa que tem a revelação deve, tal como Deus, ser misericordioso e paciente com a outra que ainda não tem a revelação. Deve, caso Deus dê oportunidade ensiná-la e deve constantemente orar pela a outra pessoa para que o Senhor abra-lhe também os olhos do entendimento e possa ver também essa revelação. Deus certamente quer que todos os seus filhos cresçam no conhecimento Dele, dos Seus pensamentos e caminhos, dos Seus planos e propósitos e da Sua vontade para cada vida individual e para a Sua igreja como um todo. E também quer que os seus filhos só sejam dependentes Dele e que se saibam proteger dos enganos e doutrinas de homens. Que conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

I Samuel 5

Deus é Santo e não se associa com o pecado. Neste caso específico do povo dos filisteus, Deus não se podia associar com a sua idolatria e a sua iniquidade. Então, quando o povo filisteu decidiu levar a arca da aliança para a sua terra e colocá-la diante do seu deus, Dagom, Deus fez questão de mostrar que Ele é o Deus Todo-poderoso e que nenhum deus pode subsistir diante Dele. Não só feriu Dagom ao ponto de prostrá-lo por terra e quebrar a sua cabeça e braços, como feriu o povo idolatra e iníquo dos filisteus pela ousadia de terem levado a arca da aliança para a sua terra. Era melhor que o não tivessem feito, pois trouxeram grande juízo sobre o seu deus, as suas cidades e o seu povo. Esta situação faz-me lembrar de povos e indivíduos que se dizem cristãos e vivem de forma idólatra e iníqua diante de Deus, desonrando o nome Santo de Deus. Na verdade, mais valia que tais nações e indivíduos não se associassem com Deus, não se fizessem passar por povo de Deus ou por cristãos, mas valia que simplesmente fossem ímpios, sem nenhum contacto com Deus. Deus não só é Santo, como não faz aceção de pessoas, pois Ele era o mesmo que não poupava os israelitas, que eram o seu povo, quando andavam em idolatria e iniquidade diante Dele e, também, apesar de longânimo, não poupa ou poupará para sempre cristãos que escolham andar na idolatria e iniquidade. O seu julgamento pode vir já neste tempo, como se vê em várias assolações que vêm sobre países e pessoas, mas de certo que o seu julgamento será completo quando Cristo voltar para julgar as nações e separar os bodes das ovelhas, por outras palavras,  separar o trigo do joio, aqueles que são cristãos dos que se fazem passar por cristãos ou não perseveraram na fé até ao fim, perdendo a sua salvação. O Seu santo nome não será desonrado para sempre, Ele levantar-se-á na sua indignação para julgar e ferir as nações e indivíduos que o desonraram, por isso, é que Ele diz na Sua palavra que mais vale ser frio ou quente do que ser morno, pois os mornos serão vomitados por Ele. No caso da minha nação, Portugal, é evidente que muitas das assolações que vêm sobre ela são por causa da sua grande idolatria e impiedade, a qual Deus não é indiferente. Que os que são sinceros diante do Senhor levantem-se e clamem ao Senhor por este país, para que se arrependa e converta-se ao Senhor, largando a sua idolatria e impiedade, e experimentando a bondade do Senhor.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Êxodo 33

Deus sempre cumpre a Sua palavra, e tinha prometido ao povo de Israel que lhes daria a terra prometida, mas, devido à sua rebeldia, decidiu que lhes enviaria um anjo que iria adiante deles para terem vitória sobre os povos da terra prometida e gozariam das bênçãos dela, porém, Deus já não lhes acompanharia pessoalmente, para que não lhes consumisse na sua rebeldia. Estas notícias foram más para Moisés e para os filhos de Israel, pois aperceberam-se que, sem a presença de Deus, de nada valiam as vitórias sobre os inimigos e de nada valiam as bênçãos da terra prometida, e prantearão perante o Senhor. Isto ensina-nos que nada deve ser mais precioso para nós do que a presença do Senhor, mesmo as bênçãos e as vitórias que o Senhor possa dar-nos podem substituir ou equivaler-se com a importância da presença do Senhor nas nossas vidas. Glória a Deus pelas suas bênçãos e glória a Deus pelas vitórias que Ele nos concede em diferentes áreas da nossa vida, mas isso tudo não é nada perante a Sua presença. Pois a sua presença é aquilo que mais devemos desejar, é aquilo que mais devemos buscar. Devemos ter a mesma atitude de Moisés que disse a Deus que Ele era O que tinha livrado o povo de Israel da servidão do Egipto, Ele também era O que os tinha separado entre todas as nações para serem o Seu povo e que, então, não queriam subir à terra prometida sem Ele, dizendo que Ele era a razão de eles serem o povo que eram. Era por essa atitude que Moisés achava graça aos olhos de Deus, e Deus conhecia Moisés pelo nome e falava com ele face a face, como quem fala com um amigo. Moisés queria de tal forma conhecer e estar diante do Senhor que pediu para ver a Sua glória, porém, só O pode ver de costas, pois não sobreviveria, se Deus manifestasse toda a Sua glória. Que aprendamos a valorizar a presença de Deus acima de tudo e, tal como Moisés, desenvolvamos essa intimidade com Ele. É certo que Ele nos conhece por nome e nos chama filhos (no caso de Deus Pai) e irmãos (no caso de Jesus Cristo), somos mais do que amigos de Deus, somos chamados a ser a Sua família. Não há melhor vida do que aquela vivida diante de Deus, não há maior prazer do que estar na presença de Deus. E graças a Jesus Cristo, neste tempo presente, podemos aceder, estar e carregar a presença do Senhor em qualquer instante e em qualquer lugar, podemos ter mais e mais revelações de Deus nas nossas vidas. Tudo vai depender de quanto valorizamos a presença do Senhor, como diz a escritura: “buscar-me-eis e me achareis, quando me buscares de todo o coração”. Que busquemos o Senhor todos os dias de todo o nosso coração.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Romanos 4

A justiça de Deus sempre foi estabelecida pela fé Nele e nas Suas palavras, pois não há nenhum homem que se possa justificar diante Deus pelas suas obras. Abrão foi justificado diante de Deus quando era incircunciso e creu em Deus e na Sua palavra. Creu que Ele era fiel para cumprir aquilo que tinha prometido e, com isso, Deus fez com ele o pacto da circuncisão. Do mesmo modo, isso acontece com todos aqueles que creem em Deus e na Sua palavra, são justificados diante de Dele e entram na mesma circuncisão experimentada por Abrão, a circuncisão que vem pela fé. Então, quer os que são incircuncisos na carne, ou seja, não são descendência de Abraão segundo a carne, quer os filhos de Israel, que estão na circuncisão da carne, por serem descendência de Abraão na carne, todos, incircuncisos e circuncisos na carne, devem neste tempo presente da graça, crer em Jesus Cristo, ser justificados gratuitamente diante de Deus e vir para circuncisão no coração com Deus, a circuncisão estabelecida pela fé, entrando no pacto da Nova Aliança com melhores promessas, pois são herdeiros e co-herdeiros com Jesus da herança de Deus, o Pai, e, são também chamados a andar nas obras da fé, não as obras que tentam justificar o homem diante de Deus, mas as obras que confirmam a fé em Jesus Cristo e nas Suas palavras, a fé em Deus e nas Suas palavras, pois Jesus Cristo é Senhor e Deus.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

I Samule 4

Os filhos de Israel perderam a batalha contra os filisteus, e não entenderam o porquê do Senhor ter permitido a sua derrota perante os seus inimigos, e foram buscar a arca do Senhor para a batalha, confiando que isso lhes traria a tão desejada vitória, mas em vez disso, a sua derrota ainda tornou-se mais pesada. A razão era o seu pecado, nomeadamente, o pecado dos seus sacerdotes, Hofni e Finéias, que desprezavam os sacrifícios oferecidos ao Senhor, tomando-os para si e comendo-os, e, para além disso, prostituíndo-se com as mulheres que ministravam à porta da tenda da revelação. Muitas vezes, Deus permite que a sua igreja seja assolada e oprimida pelo inimigo por causa do pecado da sua liderança. O pecado do povo de Deus afasta a presença do Senhor, e sem a presença do Senhor e o seu poder, por mais que a igreja tente guerrear, a derrota é inevitável. O Senhor é justo e a quem Ele dá maior responsabilidade, Ele dá maior capacidade, mas também, é mais exigente e severo na prestação de contas. Hofni e Finéias foram punidos por não terem sido fiéis como sacerdotes do Senhor, e Eli também foi punido por ter honrado mais os seus filhos do que o Senhor. Muitos servos de Deus honram mais a sua família do que o Senhor e, por isso, acabam por ser reprovados diante do Senhor, pois como servos do Senhor, existe uma exclusividade perante o Senhor. Então certamente há uma maior responsabilidade sobre a liderança de andar em santidade, para que com o seu exemplo possa levar o povo a também andarem em santidade e assim não haver brechas que permitam o inimigo penetrar e oprimir a igreja, pelo contrário, sejam uma igreja santa, cheia da presença e do poder de Deus, e que na guerra certamente é vitoriosa contra as forças das trevas. Que aprendamos com os erros e derrotas de Israel, para experimentarmos a vitória que há em Cristo.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Êxodo 32

A importância de um líder piedoso é vista pela maneira de como Israel corrompeu-se na ausência de Moisés, esquecendo-se de Deus, que lhes tinha libertado do Egipto, e construindo um bezerro de ouro para ser o seu deus. Declaram-no como o deus de Israel, que tinha libertado o povo do Egipto e ofereceram-lhe sacrifícios, comeram, beberam e folgaram. Esta atitude é vista muitas vezes nos cristãos, que rapidamente esquecem-se do seu Deus e das suas inúmeras maravilhas e livramentos, e corrompem-se vivendo para outras coisas que ocupam o lugar de Deus. Certamente a ira de Deus acende-se contra estes filhos rebeldes, tal como se acendeu contra o povo de Israel. Deus continua a ser o mesmo no dias de hoje, zeloso pelo seu povo. Ao contrário da atitude do povo de Israel, temos muito que aprender com a atitude de Moisés, que mesmo quando Deus ameaçou destruir o povo de Israel e fazer de Moisés uma nação, ele intercedeu pelo povo, porque era um homem de Deus que amava o povo de Deus e tinha o povo no seu coração. Deus comove-se com homens e mulheres assim, que amem a igreja de Cristo e intercedam constantemente por ela. Intercessores são membros preciosos do corpo de Cristo, que muitas vezes não estão em evidência, mas são pessoas que tocam o coração de Deus, com os seus clamores e as suas súplicas diante do Senhor. Moisés não se ficou por aí, mas assumiu uma atitude radical para que o povo compreende-se a gravidade do pecado, tendo israelitas matado israelitas, ao ponto de caírem cerca 3 mil homens. Os homens de Deus são sempre sérios diante do pecado e às vezes têm de tomar atitudes severas para que a igreja não seja toda reprovada diante do Senhor. Um homem de Deus como Moisés não está só preocupado com a sua própria salvação, mas com a salvação do corpo de Cristo, Moisés ao clamar pelo perdão do Senhor, estava disposto a ser riscado do pacto junto com o povo que ele amava, caso o Senhor não perdoasse. O Senhor não se deixa enganar pelo homem, apesar da ação radical de Moisés, muitos ainda tinham pecado, e sofreram quando Deus visitou o povo, significando que os homens de Deus, por mais espirituais que possam ser, são apenas homens e podem ser engados, porque não sabem o que vai no mais íntimo do coração dos homens, mas Deus nunca é enganado, muitos estão no meio da igreja, pensando que tudo vai bem e não lidando com seu pecado, mas um dia estarão diante do Senhor e não escaparão ao seu juízo.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Isaías 3

A igreja de Cristo é a Jerusalém espiritual e tal como nessa época Jerusalém estava em ruínas e desolada, assim também é a condição da igreja de Cristo nos dias presentes. Ela passa fome pois é escassa a Palavra de Deus que alimenta e transforma vidas. É necessário homens dispostos a estarem diante de Deus para trazerem a Palavra de Deus que transforma, homens com a Palavra de Deus no coração e cheios do poder de Deus. Vê-se também uma igreja sem pessoas prontas para guerra. Nós estamos no meio de uma guerra espiritual e as forças das trevas estão a trabalhar arduamente para destruir a igreja de Cristo. Então são necessários esses soldados equipados por Deus para destruir, tal como Cristo, as obras do maligno. Estamos no tempo em que são poucos os profetas de Deus capazes de fazer um diagnóstico da condição da igreja e encaminhá-la nos caminhos de Deus. São certamente homens que têm de estar dispostos a pagar um alto preço para que Deus lhes dê clareza e sabedoria para orientarem a igreja. Há também uma escassez de líderes que deem o exemplo com as suas vidas e incentivem a igreja de Deus a buscar o Senhor com todo o coração. Estes líderes devem primeiramente, eles mesmos, serem discípulos de Jesus, antes de puderem liderar e discipular outros discípulos de Jesus. Muitos nesta igreja de hoje movem-se em dons que não vêm de Deus, com toda a espécie de manifestações fraudulentas, ou, mesmo que até tenham dons que venham do Senhor, acabam por usá-los para o seu próprio benefício e não para a glória de Deus. Os dons do Senhor são distribuídos por Deus para a Sua glória e para os Seus propósitos, e Deus espera e, ainda encoraja, que a sua igreja use os dons para esses fins. Para piorar a situação, a igreja de Cristo têm sido governada e liderada por crianças espirituais e por pessoas cegas, com interesses próprios, que enganam e oprimem o povo de Deus. Para que a igreja de Cristo caminhe para um bom porto, viva na graça e na verdade de Deus, os seus líderes e pastores devem ser homens maduros na fé, com vidas que reflitam Cristo, e com o amor de Cristo e a igreja de Cristo nos seus corações. Ainda há o caso dos jovens que são rebeldes, sem controlo e buscando mais entretenimento do que uma vida santa e pura. Um dos pilares da igreja de Cristo é a sua juventude, é ela que é o motor da igreja e os jovens são convidados a gastarem a sua juventude, buscando o Senhor e aprendendo os Seus caminhos e a serem adoradores, para quando o Senhor chamar, estarem maduros e prontos para servirem o Senhor. Para concluir, até as mulheres têm saído das diretrizes que o Senhor deu para elas andarem e andam cheias de altivez, imitando as mulheres do mundo no seu comportamento, no seu vestir e no seu falar. Jerusalém espiritual, a verdadeira igreja de Cristo, na verdade é cheia de mulheres sábias, humildes e modestas, sujeitas ao Senhor e aos seus maridos (caso casadas), e que cuidão da sua casa e de seus filhos, fazendo-os crescer nos caminhos do Senhor. O Senhor ainda é misericordioso para com a sua igreja e ainda está a trabalhar para construir a sua Jerusalém espiritual, mesmo no tempo presente. Resta saber, se permitiremos que Ele trabalhe em nós para que nós sejamos parte integrante da sua Jerusalém espiritual, a noiva de Cristo.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Salmos 38

O pecado tem efeitos severos nos nossos corpos, almas e espíritos e afasta-nos da presença de Deus. O Salmista tinha consciência de que o pecado é gravíssimo diante do Senhor e que Ele ira-se com aqueles que pecam contra Ele. Creio que a Sua dor é maior quando são os seus próprios filhos a pecarem contra Ele. Os crentes têm várias reações quando se apercebem que pecaram contra o Senhor. Muitos escolhem fugir do Senhor, outros escolhem justificar-se a si mesmo perante o Senhor e outros simplesmente ignoram e continuam a pecar. Todas estas opções são erradas e acarretam com elas várias consequências, sendo as piores delas a perda de comunhão com o Senhor e o afastamento dos caminhos de Deus. A reação correta é, ao ter consciência do pecado, correr logo aos pés do Senhor e confessar o seu pecado, admitindo diante do Senhor sem justificações que pecou contra o Senhor e pedir o perdão. É natural que aqueles que amam o Senhor e estão verdadeiramente arrependidos sintam o peso do pecado e haja como que um luto no coração. Porém não devem entrar em condenação, mas crer que o Senhor é fiel e justo para perdoar o pecado e, ainda mais, crer que Ele também lava o pecado com o precioso sangue do Cordeiro. O que vejo é que muitos ficam satisfeitos com isso, mas creio que Deus quer que demos um passo mais à frente. Ao reconciliar com o Senhor, Ele espera que possamos abandonar por completo esse pecado, crendo que Jesus é poderoso para fazer-nos vencer esses pecado, pois Ele não é chamado de nosso perdoador, mas sim de nosso salvador, Aquele que nos salva dos nossos pecados, trazendo-nos a uma vida firmada na Sua santidade. Esse creio que é o desafio negligenciado pelos cristão, somos chamados a ter uma luta severa com o nosso pecado e tal como Cristo venceu, nós possamos também vencer os pecados. Que Deus nos ajude!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Jó 3

Quando Jó perdeu a sua propriedade e os seus filhos e a sua saúde, a sua atitude inicial foi louvável pois adorou ao Senhor naquelas circunstâncias adversas e não amaldiçoou a Deus quando a sua mulher incitou-o a fazer. Mas entretanto após algum tempo começou a lamentar do dia que nasceu. É compreensível no caso de Jó a sua lamentação, pois ele não sabia o que lhe estava a acontecer. Jó sem se aperceber, ao ter essa atitude, ele estava a pôr em causa a soberania de Deus, afinal de contas, quem lhe deu vida foi Deus, e quem escolheu o dia em que ele viria ao mundo, também foi Deus, e quem permitiu que todas essas coisas lhe sobreviessem foi Deus. Deus estava e sempre esteve no controlo, mas Jó não o sabia. Entretanto, nós que temos a palavra de Deus, carregada de exemplos (um deles o caso do próprio Jó), nós que nascemos de novo, que temos o Espírito Santo, que estamos na nova aliança e somos chamados a andar pela fé na graça de Deus, O Senhor certamente espera que nós possamos ter uma reação diferente de Jó nos nossos tempos de angústias e de sofrimentos. O Senhor espera que possamos confiar Nele em todo o processo, deixar todas as lamentações de lado, saber que Ele é soberano e está no controlo de tudo e, com isso, sermos encorajados a ter uma atitude alegre e confiante diante das circunstâncias, a descansar Nele e esperar Nele. Que troquemos as lamentações por ações de graça, louvores, clamores e súplicas diante do Senhor, mantendo sempre um espírito de adoração e dependência total do Senhor.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

I Samuel 3

Da mesma maneira que acontecia no tempo de Samuel, neste tempo presente, apesar de muita coisa ser dita e pregada, a genuína Palavra de Deus é rara, porque raros são os homens que têm a mesma atitude de Samuel: a sua prontidão e total disponibilidade. Vemos a sua prontidão e disponibilidade no modo como ele reagiu ao ouvir a voz do Senhor, pensando que era a voz de Eli, e, mesmo já estando na sua hora de descanso, correu imediatamente para Eli para ouvir e servir o seu senhor. Por sua vez, a sua obediência ficou notória quando Eli deu-lhe instruções de como proceder quando o Senhor chamasse-lhe de novo. Ele seguiu as instruções de Eli e quando Senhor chamou-lhe de novo, Samuel numa atitude de submissão disse para que o Senhor falasse que ele estaria a ouvir. O Senhor fala com aqueles que estão totalmente prontos e disponíveis para Lhe ouvir, aqueles que estão atentos e desejam ouvir a Sua voz e guardar as Suas palavras como o seu maior tesouro. Nós, com a nossas vidas corridas e ocupados não temos estados prontos e disponíveis para ouvir o Senhor e nem temos parado tudo o que fazemos para darmos primazia à Sua palavra na nossa vida. Despejamos as nossas petições e apesar de Ele ser o Senhor e nós os servos, Ele acaba por ser o que menos fala na nossa relação. Falamos e não damos tempo para que Ele fale connosco e partilhe o seu coração e os seus pensamentos connosco. É por isso que são poucos os homens e mulheres que realmente têm revelação do Senhor, reconhecem a sua voz, falam e obedecem à Palavra do Senhor. Na realidade o mundo está cheio de pessoas que falam tudo menos aquilo que de facto vem do Senhor, conduzindo homens e mulheres para longe dos caminhos do Senhor. Que Deus levante os “Samueis” desta geração para que falem a Sua palavra e guiem os seus filhos nos Seus caminhos.

A Graça e Paz de Deus estejam convosco! 😁

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Joao 2:1-11

JESUS SUPRE AS NOSSAS NECESSIDADES

Nas bodas de Caná da Galileia faltou vinho, mas sendo Jesus um dos convidados, Ele supriu essa necessidade transformado água em vinho. Quantas vezes, Jesus supriu as nossas necessidades? Aqueles que estão na presença de Jesus e confiam Nele, certamente têm as suas necessidades supridas no tempo devido. Esses são sinais que fortalecem a nossa fé em Cristo e manifestam a Sua glória entre nós. Ele é poderoso para utilizar aquilo que temos em nossa posse e transformar em algo que supra as nossas necessidades, sendo que, neste caso, Ele usou água para suprir a necessidade de vinho, ou seja, as pessoas das bodas não tinham vinho, mas tinham água e isso foi o suficiente para Jesus fazer o milagre, transformando-a em vinho. Muitas vezes, Ele não vai fazer nada mais do que usar aquilo que nós temos e transformar naquilo que nós precisamos, bastando que creiamos Nele e sigamos as suas instruções.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

I Samuel 1

Aprender a confiar no Senhor em tempo de aflições e a ser fiel e grato no tempo de bênçãos!

Na nossa vida existem situações de angústia que tendem a tirar-nos a paz e a alegria. Ao olharmos com os nossos olhos para tais angústias não compreendemos o porquê do Senhor permitir essas situações nas nossas vidas. E para além de termos de lidar com essas situações, muitas vezes, as próprias pessoas que nos rodeiam acabam por agravar a pressão dessas circunstâncias com as suas palavras e ações que trazem-nos desencorajamento. Talvez uma das razões para tais provações da parte do Senhor é certamente para ver qual será a nossa reação, se vamos nos afundar nas nossas angústias ou se vamos reagir. E ao reagir, qual é o caminho que escolhemos: a nossa própria força, sabedoria e capacidade ou a força, sabedoria e o poder do Senhor; se confiamos em nós mesmos, noutras pessoas e sistemas delas ou no Senhor e na Sua palavra. Ana escolheu humilhar-se diante do Senhor, clamar pelo Seu auxílio e depositou a sua fé no Senhor, pois o seu semblante mudou depois da sua oração e da conversa com o sacerdote. Ela creu que Deus era misericordioso e poderoso para conceder o seu pedido. Essa é a escolha que o Senhor espera que tenhamos nas nossas aflições, que nos humilhemos diante Dele e confiemos Nele para atender-nos nas nossas aflições. Ana mostrou outras qualidades diante do Senhor: fidelidade e gratidão. Ela cumpriu o voto que fez diante do Senhor e entregou ao Senhor bênção preciosa que o próprio Senhor lhe tinha dado. A atitude dela ensina-nos a ser fiéis ao Senhor quando ele nos abençoa, a não nos esquecermos do abençoador quando somos abençoados e sabermos dar graças ao Senhor, utilizando essas mesmas bênçãos para glorificar e exaltar o nome do Senhor.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Êxodo 29

Sacerdócio de Arão vs Sacerdócio de Cristo!

O sacerdócio de Arão é diferente do sacerdócio de Cristo. Um é da Velha Aliança conforme a lei e o outro é da Nova Aliança estabelecida na graça de Deus. Se antes os levitas eram a classe sacerdotal, agora na Nova Aliança, nós, os filhos de Deus, somos reis e sacerdotes, então cada um de nós é separado por Deus quando se dá a conversão e nasce-se de novo, e devemo-nos consagrar a Deus ao longo da nossa vida, seguindo as pisadas de Jesus e separando-nos para viver uma vida santa diante de Deus. Conforme o chamado e dons que o Senhor tiver concedido, cada cristão deve cumprir o propósito que o Senhor tem para a sua vida, o seu ministério. E tal como os reis e sacerdotes no antigo testamento eram ungidos, assim os filhos de Deus devem ser cheios do Espírito Santo. Tal como os sacerdotes sabiam toda a lei para ministrar ao povo, aplicando eles mesmo essa lei nas suas vidas, nós também devemos saber e aplicar a Palavra de Deus na nossas vidas. Já não são necessários sacrifícios para expiação dos pecados porque Cristo já efetuou o sacrifício eterno de expiação dos pecados da humanidade e então a presença do Senhor está naqueles que são de Cristo, Ele habita nos nossos corações pelo Santo Espírito. Somos convidados a consagrar e separar as nossas vidas para Cristo pois Ele é o nosso Senhor e Deus, e cada um de nós é chamado a ter uma relação pessoal e íntima com o Senhor, sendo esta é a base e o foco de toda a nossa vida.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Salmos 32

Não há nada mais grave e pesado do que o pecado e as suas consequências são destruidoras. Não há nada mais consumidor do que pecado. O ser humano tem tendência a não reconhecer o seu pecado perante Deus, mas na realidade o que mais ele necessita é reconhecer o seu pecado e confessá-lo ao Senhor e esperar o perdão da parte do Senhor. Aqueles que têm a sua aliança com Deus através de Jesus Cristo têm a oportunidade de ter esses pecados perdoados e lavados no sangue do Cordeiro de Deus. David estava na Velha Aliança, então, apesar dos seus pecados poderem ser perdoados, só eram cobertos, mas na Nova Aliança que há em Cristo os pecados são perdoados e lavados, é como se nunca tivessem existido. Nesta jornada certamente pecarei contra o Senhor, mas que não fuja ou justifique-me diante Dele, em vez disso que reconheça e confesse o meu pecado o mais rápido possível, aliás, imediatamente depois de estar consciente desse pecado, para que a minha iniquidade desapareça logo e a minha relação com Deus seja restaurada e possa prosseguir.
         Neste mundo há muitas aflições, tentações e angústias que cercam aqueles que são de Cristo, mas aquele que ora e chega-se ao Senhor em tempo oportuno, esse, tem proteção e o livramento do Senhor quando as tribulações chegam para assolar. O que acontece comigo quando as tribulações subjugam-me é que quando tive oportunidade de orar a Deus e busca-Lo, de encher-me com a Sua palavra, não aproveitei e, então, não fiquei fortalecido o suficiente para enfrentar as adversidades que se apresentaram. Daí a consciência de que aproveitar todas as oportunidades para buscar e firmar-me mais em Jesus é algo essencial para uma minha vida andando em santidade e nos caminhos do Senhor, porque só o Senhor pode fortalecer-me e guiar-me nos Seus caminhos, só o Senhor é que me pode ensinar os Seus caminhos. Sabendo esses caminhos não posso hesitar em percorre-los, pois, muitas vezes, sei bem qual é a vontade do Senhor e Ele já me instruiu nos Seus caminhos, mas em vez de seguir esses caminhos acabo por criar novos caminhos conforme os meus gostos e minhas vontades, conforme o meu entendimento e acabo por andar à deriva enão só não chego a um bom porto como enfrento muitos obstáculos e perigos que não eram necessário eu experimentar. A resposta à orientação do Senhor e a obediência deve imediata.

         Que eu confie no Senhor e deixe que Ele me encha da Sua alegria e da Sua retidão.   

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Salmos 30

Este Salmo leva-me a estar consciente que eu devo reconhecer que a salvação, livramento e a cura vêm do Senhor. É Ele que me exalta e é Ele que não permite que os meus inimigos se alegrem sobre mim. Sabendo disso, devo-me alegrar na Sua presença constantemente. A ira do Senhor é só por um momento e uma das causas de o Senhor irar-se comigo é quando Ele abençoa-me e eu esqueço-me Dele e acabo por alterar a minha atenção e minha confiança para essas mesmas bênçãos. Então o Senhor permite que a adversidade e a angústia sobrevenham-me por um momento para que volte a focar-me novamente no Senhor e clamar a Ele pela Sua salvação e pelo Seu livramento, mas mais importante do que isso, para re-focar-me Nele e ficar mais firme Nele. As provações, as montanhas, as angústias que o Senhor permite ou coloca à minha frente, Ele quer que se tornem em degraus que eu devo subir afim de chegar-me mais perto Dele, pois quando Ele me abençoa, Ele não quer que as bênçãos Substituam-No e tornem-se uma pedra de tropeço para mim, na verdade, as bênçãos são apenas frutos ou consequências da presença do Senhor na minha vida, que é o mais importante e o mais precioso, que é tudo o que verdadeiramente preciso.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Apostasia, cheia de hipocrisia!

Cristianismo, hoje em dia, é vivido por um grupo de pessoas que veste uma "roupa” e usa uma “máscara” cristã nos dias que vão à igreja ou casa de Deus para uma reunião ou para oferecer culto a um Deus que não conhecem. O verdadeiro cristianismo não consiste em cultos, reuniões, atividades ou dias reservados para o Senhor, mas numa vivência diária seguindo a Jesus Cristo, sendo um discípulo de Cristo. Tragicamente, cristãos têm seguido um outro evangelho, um outro Cristo, enganados por espíritos oportunistas que se fazem passar pelo Espírito Santo, ou por doutores que os alimentam, não tento qualquer tipo de revelação do verdadeiro Jesus Cristo e interpretando as escrituras conforme os seus interesses e as suas paixões. É uma apostasia, cheia de hipocrisia! Deus tem-me mostrado a verdade e tem sido difícil responder a essa verdade, pois não basta remar contra a maré do mundo caído, mas agora vejo-me preso numa outra corrente que me puxa para a morte, a babilónia camuflada neste cristianismo, arma do maligno, corrompendo cristianismo de dentro para fora, tornando cristãos mais desprezíveis dos que os pecadores que estão no mundo. Mas não me agarro a essas desculpas, pois Deus está a levantar um remanescente que, mesmo no meio deste caos de um mundo caído e de uma igreja corrompida, através da Sua Graça, revele a verdade e permaneça nessa verdade, expondo toda a mentira, para que no Dia do Julgamento não digam que não souberam, pois certamente há testemunha de Jesus na terra que se levanta para testificar diante de Deus, dos anjos, do maligno e dos homens. O mundo perecerá com a sua concupiscência, a babilónia cairá e sará lançada no inferno e Jerusalém celestial reinará com Cristo para sempre, aqueles, que não tem nenhuma mentira neles, justos, santos, verdadeiros, sem hipocrisia alguma neles.
Pai do céu, purifica-me e ficarei puro; remove toda a minha hipocrisia para que seja transparente, igual de dentro e de fora, igual sozinho e acompanhado; ilumina as minhas trevas com a tua luz, retirando toda a mentira com tua verdade; abate todo o meu o orgulho, que eu aprenda a gentileza e a humildade de coração com Jesus, que ande na Sua graça, na Sua verdade e no Seu amor.