sexta-feira, 24 de novembro de 2017
Êxodo 35
A obra do Senhor é incrivelmente feita numa colaboração entre o sobrenatural e o ordinário. É incrível ver como Deus se move, fazendo os Seus milagres e prodígios, mas, da mesma maneira, é incrível ver como Deus usa pessoas, coisas e situações normais para fazer a Sua obra. Neste caso, Deus mandou o povo de Israel construir o tabernáculo, dando-lhes todas as instruções do modelo do tabernáculo através de Moisés. Para além disso, forneceu os materiais necessários de antemão, quando o povo de Israel saiu do Egipto, com muitas riquezas e propriedades, e, ainda, deu-lhes toda a espécie de sabedoria, entendimento e ciência para a Sua obra. Mas, o povo teve fazer a sua parte, e moveu-se com sabedoria de coração e um espírito voluntário para reunirem o material que precisavam para a obra do Senhor e trabalhá-lo para concretizarem essa mesma obra, sendo que cada um contribuiu segundo a sua capacidade. O Senhor quando nos manda fazer alguma obra, Ele sempre mostra como deve ser feita a obra e dá-nos tudo aquilo que precisamos para realizá-la, quer seja graça, sabedoria, dons, materiais, etc., ou seja, Ele capacita-nos para a obra que nos chamou a fazer. Porém, cabe-nos a nós disponibilizarmos as nossas vidas para realizar a Sua obra e utilizarmos, sabiamente, todos os recursos que o Senhor nos deu para realizar essa mesma obra. Então, devemos entender que as nossas vidas não são para serem vividas como queremos, nem aquilo que o Senhor nos tem dado e dará não é para ser usado como queremos, mas que tudo seja para a glória de Deus e para manifestação do Seu Reino, segundo a Sua vontade. Logo, quer o Senhor nos use de uma forma sobrenatural, quer numa forma ordinária, estejamos sempre prontos a dar de nós mesmos para que seja feita a Sua vontade e que tenhamos sabedoria e cuidado em sermos bons despenseiros daquilo que o Senhor põe nas nossas mãos.
Romanos 6
Andar na graça de Jesus Cristo é não andar em pecado, pois Jesus enquanto andou aqui na terra não pecou, pois estava debaixo da graça de Deus. Então tal como Jesus morreu na cruz, sepultando, assim, o pecado da humanidade, nós morremos para o pecado quando convertemo-nos ao Senhor e fazemo-nos participantes da Sua morte, por outras palavras, o nosso velho homem interior, corrompido pela natureza pecaminosa que herdámos de Adão, é sepultado na nossa conversão a Jesus e, ao nascermos de novo, passamos a viver para Deus. Mas, agora, que vivemos para Deus, devemos apresentar os nossos membros para serem instrumentos de justiça, aqueles mesmos membros que antes usávamos como instrumentos de imundícia e maldade. Antes éramos servos do pecado e, então, estávamos livres da justiça, mas, depois da nossa conversão, passámos a estar livres do pecado e a ser servos da justiça. Na verdade, a verdadeira liberdade está naqueles que escolhem ser servos de Jesus, esses, têm a oportunidade de serem santificados, e são livres da morte, pois herdam a vida eterna que há em Jesus Cristo, porque como a morte não teve domínio sobre Jesus e Ele ressuscitou, assim também não terá domínio sobre aqueles são de Cristo. Em Jesus Cristo, somos livres da lei, do pecado e da morte para que, debaixo da graça de Deus, andemos em justiça para santificação, que resulta em vida eterna. Jesus Cristo é o nosso salvador, Aquele que nos salva dos nossos pecados e da morte, Ele é o nosso libertador!
João 7: 10-18
Jesus não subiu a Jerusalém com os seus irmãos, mas foi à festa dos tabernáculos, em oculto, indicando que Deus Pai sabia que os judeus estavam à procura Dele para matar-Lhe e protegeu-Lhe, mandando-Lhe que fosse à festa, em oculto. Mas entretanto, quando a festa estava já a meio, Jesus começou a ensinar, no templo, à vista de toda a gente, incluído dos judeus que O queriam matar, mas estes nada puderam fazer. Este exemplo, mostra-nos que Deus Pai protege os Seus filhos, bastando que eles sejam obedientes às Suas ordens, pois Jesus sempre foi protegido pelo Pai, umas vezes, simplesmente sendo prudente, como quando Ele subiu em oculto a esta festa, mas outras em que era necessário expôr-se para que a vontade de Deus fosse realizada, o próprio Deus protegia-O, ao ponto de ninguém Lhe poder tocar. Isto traz-nos grande segurança como filhos de Deus, pois certamente passaremos, por amor do nome de Jesus, por perseguições e situações perigosas, alguns até por situações com a vida em risco, mas contando que sejamos fiéis, sigamos atentamente e obedientemente as instruções de Deus, passaremos por essas situações com Ele e nada de mal nos sucederá. Só muito depois, quando o Pai permitiu, é que puderam prender Jesus, pois Ele tinha de ser crucificado pelos nossos pecados. O nosso Deus é soberano e nada pode ser feito sem a Sua permissão, então, o local mais seguro que existe é abrigados debaixo das Suas asas, debaixo da Sua proteção. Quando Jesus expôs-se, ensinando no templo, uma das razões do Pai ser com Ele foi o facto de Ele falar as palavras que recebera do Pai e estar a ensinar a Sua doutrina, revelando que não buscava a Sua própria glória, mas a do Pai. Até os judeus que O queriam matar estavam maravilhados de como alguém que não teve estudos pudesse falar daquela maneira. O Senhor protege aqueles que falam a Sua palavra, principalmente no meio de uma geração cheia de pessoas com a sua própria interpretação da palavra de Deus, buscando a sua glória e os seus interesses, em vez da glória de Deus e da Sua vontade. Que sigamos as mesmas pisadas do Senhor Jesus e do mesmo modo, recebamos as Suas palavras, aprendamos Sua doutrina e entreguemo-nos à segurança da proteção divina, buscando a glória de Deus e a Sua vontade.
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
João 7: 1-13
Os irmãos de Jesus não criam Nele, mesmo após terem crescido com Ele e terem-No visto fazer muitas obras e maravilhas. Não só isso, mas também diziam para que Jesus se manifestasse na Judeia, porque Ele pregava e realizava os Seus milagres na Galileia, e quem queria ser conhecido deveria evidenciar-se na Judeia. Jesus, ao contrário do que eles pensavam, não queria ser conhecido, mas apenas queria realizar a vontade do Pai, então, só se manifestava onde o Pai queria, quando o Pai queria e da maneira que o Pai queria. Essa é uma grande lição para nós, discípulos de Jesus, pois os caminhos de Deus são diferentes dos caminhos dos homens e os Seus propósitos também o são, daí, o mundo não compreender como Ele se move, e, por isso, tal como os irmãos de Jesus não percebiam o porquê de Jesus agir como agia, ao ponto de não crerem Nele, nós também, muitas vezes, não seremos compreendidos ao fazer a vontade de Deus, sendo que, por vezes, até os mais próximos de nós não acreditarão em nós e não nos entenderão. Deus fez as coisas loucas para confundir as coisas sábias do mundo, para que o homem saiba que Ele é Deus e que a Sua loucura é mais sábia do que a sabedoria humana. Na verdade, Deus não procede de forma louca, mas em tudo Ele é sábio, mas quanto aos homens até a sua sabedoria aos olhos de Deus é loucura. Por isso, que abdiquemos da nossa sabedoria e clamemos a Deus para que nos encha da Sua sabedoria para que possamos andar nela e assim fazer a Sua vontade.
Isaías 6: 8-13
Após Isaías ser purificado, o Senhor pergunta-lhe indiretamente sobre quem enviaria em Seu nome para falar ao Seu povo, e Isaías, prontamente, respondeu: “Eis-me aqui, envia-me a mim”. Estas são exatamente as palavras que o Senhor esperava ouvir de Isaías e são as palavras que o Senhor espera ouvir de nós, mostrando a disponibilidade imediata para falar as boas novas à Sua igreja e aos gentios. Isaías era profeta e, por isso, foi enviado a falar ao povo de Israel. Os profetas sempre falam as palavras de Deus ao Seu povo, para que o povo seja direcionado para os caminhos de Deus e permaneça neles. Os evangelistas, ao contrário dos profetas, comunicam as boas novas para os gentios, os que não têm Deus, para que se arrependam e creiam em Jesus Cristo e comecem uma jornada como filhos de Deus na terra. Porém todos os filhos de Deus, mesmo não sendo profetas ou evangelistas, devem falar as boas novas à igreja, encorajando a manterem-se firmes e aos que não têm Deus para que possam juntar-se à família cristã. O problema no tempo de Isaías era que o povo ouvia a palavra de Deus e via as Suas maravilhas, mas não entendia e não convertia o seu coração ao Senhor, sendo que o Senhor, sabendo disso, comandou Isaías a falar até que o coração do povo estivesse totalmente endurecido de tanto ouvir e ver, e, mesmo assim, não entender e não se converter, e então não serem sarados dos seus pecados e serem reprovados diante do Senhor. Infelizmente, o mesmo acontece nos dias de hoje em que as igrejas estão cheias de pessoas com os corações endurecidos, prontos a serem reprovados pelo Senhor, se é que já não estão reprovados. Que o Senhor nos ajude a ouvir a Sua palavra e ver as Suas maravilhas nas nossas vidas, a entender os Seus caminhos e a converter os nossos corações a Ele, para que Ele nos sare dos nossos pecados e sejamos aprovados na Sua vinda. No tempo de Isaías, o Senhor falou que a terra seria desolada e mesmo que uma décima parte permanecesse, só uma pequeníssima parte disso seria o remanescente de Deus. Como diz a escritura: muitos serão chamados e poucos os escolhidos. Não tenhamos dúvidas que só uma ínfima parte daqueles que se chamam cristãos é que irá ser aprovada pelo Senhor, e, por isso, há um alerta permanente a estarmos atentos à nossa condição diante do Senhor, para que estejamos nesses poucos escolhidos, nesses poucos aprovados pelo Senhor. Que Deus nos ajude!
Isaías 6: 1-7
Isaías teve um encontro com o Senhor e viu-Lhe sentado no trono e a Sua glória enchendo o templo. É assim que deve na nossa vida, pois somos o templo do Espírito Santo, então, o Senhor deve ser entronizado na nossa vida e a Sua glória deve-nos encher. O mesmo deve suceder-se na nossa casa, na nossa igreja e na nossa nação, o Senhor é o Rei que deve sentar no trono e reinar em todas as áreas da nossa vida. Os serafins, diante do trono de Deus, tinham seis asas, cobriam o rosto com duas e os pés com outras duas, usando as últimas duas asas para voar, mostrando uma reverência e temor no modo como se apresentavam diante do Senhor, e clamavam uns aos outros que o Senhor era Santo, Santo, Santo e toda a terra estava cheia da sua glória. A reverência e o temor ao Senhor são essenciais em toda a vida de um filho de Deus, pois nós vivemos sempre na Sua presença, sendo que quando temos os nossos momentos íntimos com Ele durante o dia, devemos ir nessa atitude de reverência e temor diante Dele, mas ao mesmo tempo com ousadia, pois somos Seus filhos. Devemos declarar e relembrar constantemente uns aos outros de que o Senhor é Santo, Santo, Santo. Ele não é só Santo, mas Santíssimo, pois Deus Pai é Santo, Jesus Cristo é Santo e o Espírito é Santo, daí o Deus triuno ser Santo, Santo, Santo. Também devemos saber que somos importantes instrumentos nas mãos do Senhor para que a terra esteja cheia da Sua glória. Tal como Isaías, que ao encontrar-se com Deus e contemplar a Sua santidade e a Sua glória, teve consciência que estava a perecer porque tinha lábios impuros e habitava no meio de um povo com lábios impuros, nós também quando temos um encontro com Deus e contemplamos a Sua santidade e glória, é-nos revelado áreas da nossa vida em que estamos a perecer, em que estamos em pecado, por isso é que um dos ministérios do Espírito Santo é trazer a consciência do pecado. Mas, por sua vez, quem se encontra com o Senhor tem a oportunidade de lhe ser purificado o pecado, tal como aconteceu com Isaías, se estivermos dispostos a confessar o nosso pecado, arrependendo-nos e pedindo perdão ao Senhor, Ele é misericordioso para nos perdoar e também lavar-nos no sangue do Cordeiro de Deus. Mais do que isso, podemos ir mais longe do que Isaías que estava na velha aliança, sermos cheios do Espírito Santo e assim pelo poder de Deus vencermos totalmente o pecado, crescendo em santidade. Que vivamos uma vida crescendo em santidade, cheia de intimidade com o Senhor e cheia da Sua glória, manifestando-a ao mundo.
Jó 6
Jó não tinha perceção do que lhe estava a acontecer e por isso pensava que Deus lhe tinha infligido a calamidade que ele estava a passar, por isso, desejava que Deus lhe exterminasse, pois ele sabia que não havia futuro para quem Deus abandona, que a sua força não lhe valeria de nada e que todo o prazer de viver tinha-lhe sido retirado. Apesar da sua ignorância do que de facto lhe estava a suceder, Jó revelou na sua dor que uma vida semDeus não valia a pena ser vivida. Na verdade, como filhos de Deus, devemos partilhar do mesmo pensamento de Jó, que não há futuro sem Deus, que a nossa força não é nada mais do que vaidade e que uma vida sem Deus não merece ser vivida. Mas, ao contrario de Jó que pensava que Deus o tinha abandonado e por isso lamentava-se diante dos seus amigos, nós sabemos que Deus Pai nunca nos abandonará e isso é um grande motivo para largarmos a lamentação e abraçarmos a alegria do Senhor, sabendo que Ele estará sempre presente, mesmo nos momentos difíceis, mesmo nos momentos de maior dor ou de maior calamidade. Há sempre esperança para aqueles que permanecem em Cristo, pois o seu futuro está nas mãos do Deus Todo-poderoso, então, não há nada que recear. Uma coisa Jó sabia, apesar da sua ignorância, que o que lhe estava a suceder não tinha haver com o facto de ter pecado, e justificou-se perante a acusação do seu amigo, que em vez de o consular no momento difícil que estava, só o acusava. Levantar-se-ão, certamente, pessoas para acusar os filhos de Deus, mas como diz a escritura não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, repito, para os que estão em Cristo Jesus, porque os que não estão em Cristo Jesus, esses, já estão condenados, só o arrependimento e a fé em Jesus para os trazer para a Sua salvação. A acusação vem do maligno e nós como filhos de Deus não devemos ser acusadores, mas sempre ter cuidado para não julgar uma situação pelas aparências e, mesmo que alguém tenha caído em pecado, ter uma atitude de misericórdia, encorajando e ajudando a levantar o que caiu.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
I Samuel 6 e 7
Após serem feridos pela ousadia de terem levado a arca do Senhor para a sua terra, os filisteus resolveram devolvê-la com muito temor aos israelitas, pois para além de toda a praga que lhes sobreveio, também tinham o testemunho de como os egípcios tinham sofrido por não querem deixar o povo de Israel sair da sua terra para servir ao Senhor. Esta palavra encoraja-me, pois sei que o inimigo teme e treme perante Deus e é totalmente impotente perante o Seu poder. Mas também chama-me à responsabilidade de preservar e valorizar a presença do Senhor, pois o Senhor feriu os filisteus por terem roubado a Sua arca, que simbolizava a Sua presença no meio do povo de Israel, mostrando que, apesar da obstinação do povo de Israel, a Sua vontade e o Seu desejo de estar no meio do Seu povo, pois tinha uma aliança com ele. Do mesmo modo, com cada filho de Deus, o Senhor deseja, ardentemente, ter comunhão com ele, bem como também deseja ser entronizado no meio da Sua igreja, e tudo faz nesse sentido, sendo nós chamados a responder a esse desejo, buscando-Lhe diariamente, tendo comunhão com Ele, individualmente e como Sua igreja. Após terem recuperado a arca do Senhor, não tendo respeitado os estatutos de Deus e terem espreitado a arca, os israelitas de Bete-Semes foram feridos, tendo ela sido levada para Queriate-Jearim, onde ficou por vinte anos. Sabendo que Deus é Santo, não temos comunhão com Ele como queremos ou como achamos melhor, mas como Lhe é agradável, andando em santidade e obedecendo aos Seus mandamentos, de modo a sermos aceitáveis diante Dele. Recebendo as orientações de Samuel, o povo de Israel voltou o coração para o Senhor, arrependendo-se e destruindo todas as imagens de outros deuses que tinha no seu meio, pois o Senhor é Santo e, então, o Senhor ouviu as súplicas de Samuel e deu-lhes vitória sobre os filisteus, ao ponto de recuperarem as cidades que tinham perdido para eles. Como diz a escritura: “se Deus é por nós, quem poderá ser contra?” Certamente teremos vitória sobre os nossos inimigos, se voltarmos os nossos corações para o Senhor, arrependermo-nos dos nossos pecados e retirarmos tudo o que ocupa o lugar de Deus nas nossas vidas, preservando e valorizando a Sua presença nas nossas vidas. Que o Senhor nos dê sabedoria e graça para que façamos a escolha correta.
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