sexta-feira, 27 de abril de 2012

Homem, um ser insignificante!

Quão insignificante é o Homem, perdido no mundo. Um mundo vasto e cheio de mistérios. Só um Deus misterioso poderia fazer algo assim tão magnífico. O ser humano acha que tudo pode e tudo pertence-lhe, mas esquece-se de que não passa de um grão de areia numa imensa praia. Fala e gosta de dar a sua opinião, porém tão banal que o vento facilmente a leva. Coitado, quer expressar-se para assim provar a sua existência, no entanto é tão banal que nem a natureza o ouve. Diz: "vou seguir a minha vontade e vou fazer aquilo que quero", todavia que desprezíveis e baixas são as suas obras. Uma vida sem sentido, cujo fim é o nada! Uma criatura tão pequena que pensa que na verdade é grande, que desilusão tem ao aperceber-se da sua fraqueza. Até o tempo de vida dele são meros momentos, mal tem tempo para dar um fôlego. Desorientado, perdido e incompreendido! Deus na Sua graça virou-se para este ser tão banal e resolveu dar-lhe um propósito, algo ao qual poderia firmar-se, onde teria alguma elevação, um pouco de importância. Deus nem precisava disso, pois Ele é todo-poderoso, porém Ele quis dar um significado à pobre existência humana. Quanto ao ser humano deveria agarrar-se com unhas e dentes ao que lhe foi dado, agradecendo a enorme gentileza de Deus. Graças a isso o pó transformou-se num útil instrumento a ser usado. Finalmente aquele coitado tem algo a que se pode chamar de vida.

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